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Guimarães Jazz 2021

Na comemoração dos 30 anos, o Guimarães Jazz apostou numa programação mista, composta de alguns nomes seguros do Jazz actual, mas também alguns músicos menos conhecidos – mesmo se pertinentes, e outros menos consensuais; mantendo alguns projectos e colaborações que fazem já parte do desenho do festival.
Entre o Jazz norte-americano e o europeu, o mainstream e a «vanguarda», com as permeabilidades que a globalização e a modernidade ditou, o Guimarães Jazz cumpriu-se de novo, no segundo ano da pandemia e trinta anos depois do início da aventura.
Só assisti à primeira semana do Guimarães Jazz.

Vijay Iyer Trio

Vijay Iyer (Paulo Pacheco)

O arranque do festival deu-se com o regresso de Vijay Iyer, desta feita num registo completamente diferente do que apresentou, nesta mesma sala, há dois anos, com Craig Taborn como antagonista.
Desde o primeiro disco, de 1995, que Vijay Iyer ganhou a atenção da crítica internacional como um dos mais criativos pianistas da actualidade. Ele é herdeiro dos grandes singulares como Thelonious Monk, Duke Ellington, Cecil Taylor e Andrew Hill, reservando para si um lugar no pódio dos pianistas-compositores. A sua música encontra-se no cruzamento da tradição Jazz com a música erudita, de uma contemporaneidade irredutível. Vijay Iyer tem sido presença assídua nos palcos nacionais, nas diversas formas (e formações: a solo, em duo, trio, quarteto, sexteto) que a sua música ditou.
O trio com que regressou a Portugal teve Linda Oh (uma contrabaixista da órbita de Dave Douglas) e o voluptuoso Tyshawn Sorey na bateria.

Confesso que, apesar de já ter ouvido o disco que o trio veio apresentar a Guimarães (ECM: Uneasy), a actuação surpreendeu-me pela energia. O responsável será, de certa forma, a bateria de Sorey (reduzida de um prato e apenas um tímbalo, com uma tarola muito seca); mas a composição explora outras áreas menos comuns em Vijay Iyer, mais tumultuosas, em elipses obsessivas. Talvez menos exuberante e mais previsível do que estamos habituados na música do pianista, mas avassalador. Generoso espaço para a improvisação (excelente solo de Linda May Oh logo no segundo tema), rigor e coesão em duas horas imparáveis. Todas as composições originais de Vijay Iyer, com excepção de «Drummer’s Song» de Geri Allen e o clássico «Night and Day», numa interpretação singular, e um merecido regresso exigido pelo público para tocar «Combat Breathing».   

Miguel Zenón Quartet
Sem ter sido o melhor concerto a que já assisti ao saxofonista porto-riquenho, Miguel Zenón, como se diz: não deixou os créditos por mãos alheias. Ao longo de hora e meia o quarteto recuperou temas de «Sonero» (2019) e «Típico» (2017), com alguns originais mais («Sangre de Mi Sangre», «El Negro Bembón», «El Nazareno», «Navegando», entre outros), num concerto onde se ouviu Puerto Rico como «Bird» tocaria. A sugestão não será despicienda, pois que o saxofone possui toda a volúpia e velocidade de Charlie Parker, e Zenon não o renega.

Miguel Zenón (Paulo Pacheco)

Tão perto da tradição quanto o Jazz matizado do calor das Caraíbas autoriza, não há surpresa na música de Miguel Zenon: apenas alegria. A empatia dos quatro músicos é total e eles são instrumentistas de um virtuosismo absoluto. Nota final para a participação do gigante Luis Perdomo, um pianista que tem sempre algo a acrescentar.

WHO Trio

A tarde de sábado foi marcada pelo concerto do WHO Trio, um grupo que associa dois suíços - Michel Wintsch e Banz Pester - com o norte-americano Gerry Hemingway. O grupo existe desde 1999 e vem existindo de forma irregular; com cinco álbuns editados, entre os quais dois para a portuguesa Clean Feed; o último deles, aliás, Strell, de 2020, vieram apresentar em Guimarães.
Ao contrário dos restantes, Strell mergulha na herança de Duke Ellington e Billy Strayhorn, o que deverá ter aborrecido os aficionados do Jazz europeu, supostamente distinto e multíscio. A verdade – como o demonstrou o WHO - é que o passado não está morto e nós somos o produto da História, sendo que mal não fará (em algum momento) interrogá-la.
E parece ter sido isso o que o WHO Trio fez, e o que mostrou ao mundo na tarde de sábado. E bem, diria eu. Música menos emocionante do que a que tínhamos ouvido nas noites anteriores, mas inquieta e inteligente, na interpelação das melodias, na subversão das harmonias. Um eu não vou por aí e um humor fino e astucioso, que só está acessível para três músicos com a erudição do trio que compõe o WHO Trio. Não me recordo de alguma vez ter visto tocar Michel Wintsch, que se destacou (e não apenas pela natureza harmónica do instrumento) na arguta abordagem da música de Ellington/ Staryhorn.

Chris Lightcap´s Superbigmouth

Não sendo um músico de «primeira linha», eu diria que a convocação de Chris Lightcap para o palco principal do Guimarães Jazz foi mais que pertinente, e, diria, é mesmo necessário dar visibilidade a estes músicos que não ganham grammys, apenas porque neles reside a irreverência e a aventura. A última vez que o tinha visto tocar fez este Julho que passou dez anos, em quinteto (no Jazz no Parque de Serralves, pela mão de António Curvelo). Entretanto o grupo – Bigmouth – cresceu para octeto, e o Superbigmouth conta

Chris Lightcap (Paulo Pacheco)

agora (contou, no disco) com dois saxofones, duas guitarras, duas baterias, piano e contrabaixo/ baixo eléctrico. Lamentavelmente, um dos bateristas, o inconstante Gerard Cleaver, não pôde vir, e algo da exuberante estrutura rítmica do grupo se terá perdido - pelo menos pelo que é possível ouvir no disco. Ainda assim, Chris Lightcap logrou convencer.
Há algo de pop na música dos Superbigmouth ou, melhor dizendo, do rock progressivo dos anos 70, que Lightcap parece ter digerido bem. Sustentando as estruturas elípticas da composição, a pressão rítmica (a bateria, encurtada, muito fusão jazz-rock, reforçada pelo baixo eléctrico) é uma constante; o pano de fundo onde os saxofones, os teclados ou as guitarras intervêm. A referência ao rock progressivo é explícita (nalguns apontamentos da guitarra de Ben Monder ou mesmo no órgão do exuberante Brian Marsella: a Robert Fripp ou aos Van der Graaf), mas o espectáculo esteve quase sempre por conta dos saxofones. Tony Malaby e Chris Cheek são dois improvisadores de excepção, de personalidades bem distintas, e complementaram-se nas intervenções (mesmo se tocando ambos o saxofone tenor). Partindo de uníssonos no desenho dos temas, os saxofones vão desenhando riffs em elipse e introduzindo elementos apócrifos, que a banda ocasionalmente recupera, autorizando a fuga dos sopros, ou a intervenção das teclas ou das guitarras.  
Composições de grande modernidade, um som denso e – apesar das várias alterações na formação original - uma banda coesa e exuberante.

O domingo completou a primeira semana do festival com dois concertos: o primeiro pela Big Band da ESMAE dirigida por Ryan Cohan; produto das workshops dos dias anteriores; e a «carta branca» dirigida a Inês Malheiro, numa colaboração Guimarães Jazz – Porta Jazz.
Big Band da ESMAE dirigida por Ryan Cohan
O concerto da tarde decorreu competente, com a Big Band da ESMAE a cumprir, num Jazz mainstream, agradável e bem executado, mas sem história, interpretando composições de Cohan.   
Projecto Porta-Jazz/ Guimarães Jazz
A carta branca - Projecto Porta-Jazz/ Guimarães Jazz - é, por natureza, um exercício de experimentação multidisciplinar, com resultados diferentes, como tenho dado conta ao longo dos anos. Dirigido por Inês Malheiro, com voz, electrónicas, trompete, saxofone, guitarra e cenografia, resultou algo falhado nos objectivos. A ideia seria, supostamente, questionar a própria ideia de concerto visual; para o que a cenografia colocou uma tela plástica translúcida na frente de palco, onde sombras eram projectadas. Mas se as figuras estiveram quase sempre estáticas e o jogo de sombras também não funcionou, a música, e a voz e a poesia de Malheiro nunca passou de uma mediania aborrecida. Admito que o tédio de uma hora a olhar para um plástico colocado a escassos dois metros me tenham impedido de apreciar a música, mas claramente o projecto revelou-se um desapontamento.

Ao longo das duas semanas do festival esteve patente no Vila-Flor uma interessante exposição de cartazes, que reflectem o que foi os 30 anos do Guimarães, do que ele ofereceu ao público, as centenas de músicos que trouxe a Portugal, entre os fundamentais e lendários e os jovens; interessante também pelo grafismo arrojado.  

Trinta anos depois, o Guimarães Jazz permanece vivo e estimulante, oferecendo ao público o Jazz sustentado na tradição ou correndo riscos; a diversidade sem reservas geográficas ou formais.
Venham mais trinta!


Antecipação

Trinta anos! Olhando para trás longo de trinta anos, o Guimarães Jazz construiu um caminho que fez dele o mais importante evento de Jazz nacional. Por ele passaram os grandes ícones do Jazz vivos, entre Sheila Jordan, Maria Schneider, Joe Lovano, Archie Shepp, George Colligan, David Binney, Wayne Shorter, Abdulah Ibrahim, Charlie Haden, Carla Bley, Geri Allen, Ahmad Jamal, Pharoah Sanders, Kurt Elling, Steve Coleman, Kenny Barron, Dave Holland, Cassandra Wilson, Dave Douglas, Charles Lloyd, Gonzalo Rubalcaba, Ravi Coltrane, Marty Ehrlich, McCoy Tyner, Henry Threadgill, Roy Haynes, Cedar Walton, Steve Swallow, Herbie Hancock, Bill Frisell, Jack DeJohnette, Kenny Werner, John Abercrombie, David Murray, James Carter, Uri Caine, Lee Konitz, Brian Blade, Jason Moran, Ambrose Akinmusire, Matt Wilson, Mark Turner, Rudresh Mahanthappa, Allison Miller, Darcy James Argue, Andrew Cyrille, Matt Ulery, Mingus Big Band, Rudy Royston, Vijay Iyer, Craig Taborn, Julian Arguelles; a lista é interminável.

Sim, por ele passaram também nomes menos importantes, mas a relevância desses nomes estava muitas vezes por decidir, e como seria possível construir um festival sem risco, e como seria insosso um festival sem risco.

Poderemos sempre discutir o modelo, e ele é naturalmente questionável. Eu tenho escrito que considero o modelo bastante acertado e interessante. As suas características de festival internacional não devem ser tocadas e não concordo com algumas críticas como as que, por exemplo, sugerem que as workshops deveriam ser dirigidas por músicos nacionais. É claro que existem em Portugal músicos de gabarito, capazes de as dirigir. Mas a meu ver os jovens músicos ganham no contacto com músicos com outras experiências, vivências e conhecimentos, mesmo se eles podem parecer esdrúxulos.

Mas eu creio que, chegado a 2021, falta ao Guimarães Jazz a componente portuguesa que não era possível há trinta anos, e diria que algumas escolhas recentes que o festival vem fazendo são erróneas ou equívocas. Eu tenho escrito sobre isso e dispenso-me de me repetir. A meu ver, o Guimarães Jazz não tem estado atento ao que se passa no Jazz português. O Guimarães Jazz e o seu público ganhariam em ver no palco os projectos do Coreto Porta-Jazz, do Ricardo Toscano, do João Mortágua, do Nelson Cascais, do Demian Cabaud, do Pedro Moreira, a LUME, os jovens Diogo Alexandre e Tomás Marques, do João Pedro Brandão, do José Pedro Coelho, e perdoem-me os que esqueci: há toda uma geração de novos (e menos novos) grandes músicos que merece ir ao Guimarães Jazz e que o público do Guimarães Jazz merece e precisa conhecer. Mas esta é apenas a minha opinião.

Mas chegamos ao trigésimo Guimarães Jazz e ele aí está, recheado de grandes concertos em perspectiva.

O festival arranca na próxima quinta 11 com a nova formação de Vijay Iyer, um dos pianistas mais destacados da actual cena jazzística. Com ele dois outros grandes nomes: a baixista Linda May Han Oh e o baterista Tyshawn Sorey. Vijay Iyer é um erudito do piano e a sua música é sempre rigorosa, sem concessões.
Um primeiro grande concerto a abrir o Guimarães Jazz.

No segundo dia, outro grande momento, completamente distinto, com o sanguíneo Miguel Zenón à frente de um quarteto de luxo, com o monstro do piano Luis Perdomo, o baterista Henry Cole e o contrabaixista Hans Glawischnig.
Um neo-bop com uma matiz latina, contagiante, que arrisca incendiar a plateia.

Na terceira noite o mestre de cerimónias dá pelo nome de Chris Lightcap, um contrabaixista que pratica um Jazz exigente e moderno. Depois dos primeiros discos bem sucedidos, para a Fresh Sound e a Clean Feed, com a Bigmouth, onde as composições e a pulsão rítmica estavam em evidência, Lightcap alargou a banda – Superbigmouth – e apresenta-se em Guimarães com dois bateristas, dois saxofones, duas guitarras, incluindo um núcleo duro de irreverentes improvisadores. A banda é composta por personalidades como Tony Malaby, Chris Cheek, Ben Monder, Gerald Cleaver, Lightcap, Curtis Hasselbring, Brian Marsella e Josh Dion.
Pode ser a surpresa do festival!

Antes ainda, à tarde, toca o Who Trio, de Gerry Hemingway, que pratica um Jazz europeu, de grande erudição, próximo do free. O disco de 2019, «Strell» é uma abordagem muito séria, mas peculiar, da música de Billy Strayhorn e Duke Ellington.
Para mentes inquietas.

A semana completa-se com dois concertos, no domingo à tarde e ao princípio da noite.

À tarde mostra-se o resultado do workshop com os músicos da ESMAE dirigidos pelo pianista, compositor e arranjador Ryan Cohan, um músico tocará também, com o seu quinteto, no sábado 20.

À noite apresenta-se o projecto multidisciplinar carta branca, nascido da colaboração entre a Porta Jazz e o Guimarães Jazz, e que este ano combina música com escultura e cenografia. Os responsáveis pelo crime são Inês Malheiro, João Almeida, Daniel Sousa, José Vale, Vicente Mateus e Carolina Fangueiro.

O festival recomeça na quarta, 17, com outra colaboração, o trio do alemão Niels Klein com a Orquestra de Guimarães. A música de Klein combina um Jazz moderno claramente europeu com elementos da pop music e da música clássica orquestral, e o trabalho com a Orquestra de Guimarães constituirá por certo um bom espectáculo.

Na quinta 18 o palco do Pequeno Auditório é entregue ao Projeto Sonoscopia/ Guimarães Jazz: Henrique Fernandes e Joana Sá para objetos amplificados, cordas, hidrofones, retroprojeções e piano preparado.

E depois do intervalo a música e o Jazz regressam ao palco do Vila Flor com o Black Art Jazz Collective, um sexteto com três sopros e secção rítmica, que tem na frente de palco dois músicos adestrados: o voluptuoso Wayne Escoffery e o insigne Jeremy Pelt. A formação completa-se com James Burton III no trombone, Victor Gould no piano, Rashaan Carter no contrabaixo e Mark Whitfield Jr. na bateria. Sexta 19.
Provavelmente o momento mais alto da segunda semana.

O Jazz europeu regressa ao Pequeno Auditório na tarde de sábado com o duo Samuel Blaser e Marc Ducret, dois amigos que trilham um mesmo caminho. Trombone e guitarra, música sem rede, os dois acrobatas partilham um mesmo gosto pelo risco.

Originário de Chicago, o pianista Ryan Cohan tem-se distinguido pela apropriação do Jazz em formas orquestrais clássicas, sinfónicas ou de câmara, matizando-o com elementos folclóricos ou da world music. Se o trabalho com os jovens da ESMAE lhe possibilitará trabalhar uma paleta tímbrica mais alargada, o quinteto é a oportunidade para assistir aos dotes instrumentais mais claramente jazzísticos dos solistas.

O festival encerra com o regresso, oito anos depois, da Frankfurt Radio Big Band e do seu director Jim McNeely; agora com a saxofonista chilena Melissa Aldana como convidada. Uma das estrelas do saxofone da actualidade, a chilena combina técnica e eloquência, com motivos que evocam o património latino do Chile natal. A Frankfurt é uma das mais importantes orquestras europeias de repertório, e McNeely é um engenhoso arranjador e um experimentado director.
Tudo alinhado para um encerramento perfeito.

Com três excepções, todos os concertos são às 19.30. As excepções são o concerto de encerramento, dia 20 de Novembro, às 21.30; e o Who Trio, sábado 13, a Big Band da ESMAE dirigida por Ryan Cohan, domingo 14, e o Samuel Blaser & Marc Ducret, sábado 20, às 16.00.

Programação:
Ivo Martins

Produção/ Organização:
Município de Guimarães, Oficina, Convívio

Guimarães Jazz 2021, 11 a 20 de Novembro de 2021

Qui 11 Guimarães Centro Cultural Vila Flor 19.30 The Vijay Iyer Trio Vijay Iyer (p), Linda May Han Oh (ctb),Tyshawn Sorey (bat)
Sex 12 Guimarães Centro Cultural Vila Flor 19.30 Miguel Zenón Quartet Miguel Zenón (sa), Luis Perdomo (p), Hans Glawischnig (ctb), Henry Cole (bat)
Sáb 13 Guimarães Centro Cultural Vila Flor
(PA)
16.00 WHO Trio Michel Wintsch (p), Gerry Hemingway (bat), Bänz Oester (ctb)
Centro Cultural Vila Flor 19.30 Chris Lightcap's SuperBigmouth Chris Lightcap (ctb), Tony Malaby (st), Chris Cheek (st), Ben Monder (g), Curtis Hasselbring (g), Brian Marsella (tec), Josh Dion (bat)
Dom 14 Guimarães Centro Cultural Vila Flor 16.00 Big Band da ESMAE dirigida por Ryan Cohan Ryan Cohan (dir)
Guimarães C.I. Artes J. Guimarães/ Black Box 19.30 Projeto Porta-Jazz/ Guimarães Jazz Inês Malheiro (voz, elec), João Almeida (t), Daniel Sousa (s, elec), José Vale (g), Vicente Mateus (bat), Carolina Fangueiro (escultura, cenografia)
           
Qua 17 Guimarães Centro Cultural Vila Flor 19.30 Niels Klein Trio & Orquestra De Guimarães Niels Klein (st), Matthias Akeo Nowak (ctb), Fabian Arends (bat)
Qui 18 Guimarães Centro Cultural Vila Flor
(PA)
19.30 Projeto Sonoscopia | Guimarães Jazz Henrique Fernandes (objetos amplificados, cordas, hidrofones e retroprojeções), Joana Sá (p prep)
Sex 19 Guimarães Centro Cultural Vila Flor 19.30 Black Art Jazz Collective Wayne Escoffery (s), Jeremy Pelt (t), James Burton III (trb), Victor Gould (p), Rashaan Carter (ctb), Mark Whitfield Jr. (bat)
Sáb 20 Guimarães Centro Cultural Vila Flor
(PA)
16.00 Samuel Blaser & Marc Ducret Samuel Blaser (trb), Marc Ducret (g)
Centro Cultural Vila Flor
(PA)
19.30 Ryan Cohan Quintet Ryan Cohan (p), Tito Carrillo (t, flis), Scott Burns (s), Lorin Cohen (ctb), George Fludas (bat)
Centro Cultural Vila Flor 21.30 Frankfurt Radio Big Band & Melissa Aldana Jim McNeely (dir), Melissa Aldana (s), N.N. (p), Martin Scales (g), Hans Glawischnig (ctb), Jean Paul Höchstädter (bat), Heinz-Dieter Sauerborn (s), Oliver Leicht (s), Tony Lakatos (s), Steffen Weber (s), Rainer Heute (s), Frank Wellert (t), Thomas Vogel (t), Martin Auer (t), Axel Schlosser (t), Günter Bollmann (trb), N.N. (trb), Christian Jaksjö (trb), Robert Hedemann (trb)