JazzLogical 18 de Maio de 2022

 

O destaque da semana vai para a 25.ª edição do Festival de Jazz do Valado dos Frades, que na edição deste ano conta com o músico que venceu o prémio para o músico do ano - Pedro Moreira -, que irá tocar, à frente do Sax Ensemble, o disco a que, da mesma forma, foi atribuido o prémio para o disco do ano: «Two Maybe More».
Mas pelo palco do festival desfilarão ainda esta semana o Carlos Azevedo Quarteto, na apresentação do seu novo disco: Serpente;
e o André Murraças Quarteto.
Mais sobre o 25.º Festival de Jazz do Valado dos Frades AQUI.

De relevo também, já hoje (quarta 18), em Ílhavo, o singular Azul de Carlos Bica, com Frank Möbus e Jim Black; e o mesmo grupo toca na sexta 20, no Palácio Baldaya, em Lisboa.
Música inclassificável por três grandes músicos, no projecto português mais internacional!

E ainda que a Porta-Jazz recomeçou os concertos semanais, agora na Casa d'Artes do Bonfim; num formato um pouco diferente, às 18.00 de sábado, e dois concertos; esta semana com The Peace of Wild Things e Ton Risco e Correa Quarteto.

Outros concertos são, no Hot Club, o concerto mensal dos Long ago and far away, este mês dedicado a «Bud & Tadd»; Augusto Baschera & João Bernardo; e o Pedro Madaleno Super Power Trio;

e o Afonso Pais/ André Rosinha no Café Dias (quinta 19),
e o Salvador Sobral no Palácio Baldaya no sábado.


Festival de Jazz do Valado dos Frades
(Sala do Clube, 22.00)

19 de Maio:
Carlos Azevedo Quarteto «Serpente»

20 de Maio:
André Murraças Quarteto

21 de Maio:
Pedro Moreira Sax Ensemble «Two Maybe More»

22 de Maio (17.00):
“i pru vi 'zar” (concerto comentado, João Grilo e Marcos Cavaleiro)

26 de Maio:
Mário Barreiros Quarteto Pacífico

27 de Maio:
João Capinha Quinteto «Entre Dimensões»

28 de Maio:
Diogo Alexandre Bock Ensemble

Porto
Porta-Jazz (Casa d'Artes do Bonfim), sábado 21, 18.00:
The Peace of Wild Things
Ton Risco e Correa Quarteto


Ílhavo
Casa da Cultura de Ílhavo, quarta, 18
Carlos Bica «Azul» (c/ Jim Black e Frank Mobus)


Lisboa

Hot Club:
Long ago and far away «Bud & Tadd» (quarta 18)
Augusto Baschera & João Bernardo (quinta 19)
Pedro Madaleno Super Power Trio (sexta e sábado, 20 e 21)

Café Dias (quinta 19):
Afonso Pais/ André Rosinha

Palácio Baldaya (sexta 20, 21.00)
Carlos Bica «Azul» (c/ Jim Black e Frank Mobus)

Palácio Baldaya (sábado 21, 18.00)
Salvado Sobral


Olhão
Cantaloupe Café (domingo 22, 18.00):
Juan Clavero Quartet


Na próxima semana continua o 25.º Festival de Jazz do Valado dos Frades, com o Quarteto Pacífico de Mário Barreiros, o João Capinha Quinteto e o Diogo Alexandre Bock Ensemble;
mas também há + Jazz em Angra do Heroísmo e
Jazz na Caixa em Riba d'Ave;

entre outros concertos que estão na Agenda Jazz.

Entretanto, na Agenda Jazz já estão também
o Jazz no Parque (Barreiro, Junho),
o Jazz im Goethe-Garten (Lisboa, Julho),
o Festival das Artes QuebraJazz (Coimbra, Julho-Agosto)
e o Jazz em Agosto (Lisboa, Julho-Agosto)

 
 

 

 


 
   
     
 
Homeward Bound
Jonathan Blake
The Complete Live at the Lighthouse (1970)
Lee Morgan
 
 
Prémio CD 2021
Prémio CD 2021
 
         
     
 
James Brandon Lewis
Samara Joy
 
 
Prémio Músico 2021
Prémio Revelação 2021
 
         
       
 
Covid 2.º ano
 
George Wein
 
 
Acontecimento 2021
 
Tribuna de Honra 2021
 
           
 
 
     
 
Paulo Gil
 
 
1937 - 2022
 

Um Um raio atravessou-me o telemóvel: o Paulo Gil tinha falecido. Confesso que tive um momento de incredulidade, mas a notícia era do seu amigo Ricardo e não deixava dúvidas. Mas não podia ser.

Nós tínhamos tido uma longa conversa ao telefone ainda na semana passada - de mais de quarenta e cinco minutos, e ele gostava de conversar –, e na semana anterior tínhamos estado os dois no Hot. Ele estava sentado no mesmo lugar de sempre, à frente do palco, sempre rodeado de amigos e sempre interpelando os músicos no palco, com toda a autoridade e desplante que os mais de sessenta anos de Jazz lhe autorizavam. Sessenta e sete anos de associado do Hot, mais precisamente, soube hoje; o que fazia dele o mais antigo sócio do Hot vivo, como alardeava.

O Paulo Gil teve uma vida longa dedicada ao Jazz. As minhas recordações mais longínquas são dos anos 70, no Hot, como baterista do Plexus, ou com Manuel Guerreiro, o Xico Xavier, o Courinha o Celso de Carvalho e muitos outros, e como jornalista em alguns artigos dispersos na imprensa da altura. Mas Paulo Gil foi divulgador, foi músico, baterista, cantou até!, fez rádio e televisão: «O Som da Surpresa» -, compôs para uma banda sonora, escreveu nos jornais, fez promoção discográfica, produziu discos, fez produção de concertos e festivais (Seixal, Oeiras, Figueira da Foz…) , foi membro da direcção do Hot Club, fez de tudo, com um entusiasmo e bonomia contagiantes. No seu último feito como agente, ele tinha trazido o Wayne Escovery ao Hot Club e a Oeiras, ainda no Abril passado.

Paulo Gil fez-se sócio do Hot Clube em 1955 pela mão de Luiz Villas-Boas e foi membro de várias direcções do clube, tendo acompanhado a transição do Hot nos atribulados anos 70, e da mesma forma a irrupção da nova geração dos últimos 10 anos. Nos últimos anos, vangloriava-se, a maior parte dos seus amigos tinha entre 20 e 30 anos de idade, e entre eles contavam-se inúmeros dos músicos da nova geração, que com incontida emoção tinha visto surgir e crescer e que com paixão e orgulho aplaudia.

Há pessoas que nos habituamos a encontrar ao longo dos anos e que acreditamos que são eternas; até que batemos de frente com a realidade. A verdade é que, para mim, o Jazz, o Hot Club e o Paulo Gil confundem-se: quando comecei a ir ao Hot, nos anos 70, ele já lá estava, e quando voltar ao Hot, esta ou a próxima semana, vou olhar para o lugar dele à espera de o ver.

 
 
Jack Kerouac
1922 - 1969
 
50 anos Cascais Jazz
O Cascais Jazz n'A Capital
O Cascais Jazz no República
O Cascais Jazz de 1971 em All Jazz n.º2, 2002
O Cascais Jazz no Diário de Lisboa
 
 
 
 
Exposição «O Jazz na BD» - Auditório Municipal Augusto Cabrita - Barreiro

A exposição «O Jazz na BD» estará patente ao público no Auditório Municipal Augusto Cabrita - Barreiro, e está incluída na «Barreiro Ilustra BD».

A «Barreiro Ilustra BD» conta com trabalhos de Ana Pais, Carlos Rocha, Daniel Maia, Diogo Carvalho, Henrique Gandum, Duarte Gandum, João Gordinho, João Raz, Luis Louro, Osvaldo Medina, Patricia Costa, Paulo Monteiro, Pedro Brito, Quico Nogueira, Ricardo Reis, Rita Alfaiate e Sérgio Santos.

De 30 de abril a 29 de maio de 2022

Inauguração, 30 de Abril de 2022, 14.30

Concertos 2022


Coreto, Demian Cabaud, Hugo Raro
...

 

O 2021 em concerto

Pelo segundo ano, a pandemia afectou de forma dramática a sociedade e a economia, e o efeito na cultura foi devastador. No Jazz, também, inevitavelmente.
Alguns clubes, salas e festivais procuraram recuperar ao longo do ano, mas apenas agora se começa a antever um pouco de normalidade; uma luz ao fundo do túnel.    
O Hot Club funcionou de forma intermitente, experimentou concertos ao ar livre, em live streaming, ou outras fórmulas, com público reduzido, mas voltou a fechar no final do ano. Situação semelhante para a sala Porta-Jazz, que tem apenas um concerto semanal, que, ainda assim, procurou manter na tenda exterior. Entre as outras pequenas salas que tiveram actividade regular, contam-se o Café Dias e o Penha Sco. Também alguns festivais foram suspensos ou tiveram lotação reduzida, e poucos almejaram a normalidade.
Entre os festivais que se realizaram, o destaque vai para o

24º Festival de Jazz de Valado dos Frades, com dez concertos (entre os quais o Jeffery Davis Quintet, o Gileno Santana Trio, o José Pedro Coelho, o Lab de Ricardo Pinheiro e Miguel Amado e o Mário Costa);

o Ciclo de concertos Circuito do Hot Club, com uma dezena de concertos;

o Festival Robalo Jazz/ Antena 2, com dez concertos;

o Festival ZZ (Braga), com Jaimie Branch, Thumbscrew, Dave Douglas e Franco D’Andrea, Mário Laginha LAN Trio, Ricardo Toscano Quarteto, e outros;

o XJazz (Janeiro de Cima: Bill Frisell Trio),

o Festival Porta Jazz com 14 concertos (entre os quais Vessel Trio, Coreto, Nuno Campos, Hristo Goleminov, Hugo Raro, o Mazam de João Mortágua, o João Pedro Brandão «Trama no Navio» e o André Silva «The Guit Kune Do;

o Jazz em Agosto (João Pedro Brandão «Trama no Navio», Pedro Moreira Sax Ensemble «Two Maybe More», James Brandon Lewis Quartet, e outros);

o novo Festival de Jazz de Sintra (Maria João e Carlos Bica Quartet, João Paulo Esteves da Silva «Brightbird Trio», Mário Laginha e Coreto Porta-Jazz;

o Angra Jazz, de que demos conta aqui em JazzLogical;

o Seixal Jazz, de que falamos hoje;

o 30.º Guimarães Jazz, de que falaremos na próxima semana;

e o ano acabou com a Festa do Jazz (encontro de Escolas de Jazz, mais Diogo Alexandre Bock Ensemble, ENTER THE sQUIGG, Foca, Garfo, César Cardoso, Sara Serpa e outros)

Esperemos que a normalidade regresse com o 2022, porque os músicos precisam, o público e o Jazz. Pela nossa sanidade mental!

Perdidos, no acidente que aconteceu no meu computador, andavam vários textos sobre o Seixal Jazz e o Guimarães Jazz, que aqui publico hoje.


 



 

Os CDs:

 
 

Quotes

I know not with what weapons World War III will be fought, but World War IV will be fought with sticks and stones.

Albert Einstein

 

 

Conferência «As Mulheres e o Jazz», 7 de Dezembro 2018, ISCTE, Lisboa, Leonel Santos

Integrada na Conferência Internacional
«Mulheres, Mundos do Trabalho e Cidadania – Diferentes Olhares, Outras Perspetivas»,
ISCTE 6 e 7 de Dezembro 2018

 

Exposição «O Jazz na Banda Desenhada»

Hot Club de Portugal - 15 de Setembro 2021 - 31 de Março de 2022

Curadoria de Leonel Santos

 

 

O gato escarninho

 

O Jazz nos livros em Portugal

8. Jazz Moderno

                 
 

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