JazzLogical 26 de Julho de 2021

Jazz em Agosto: Brötzmann – Schlippenbach – Bennink: Cancelado

Os destaques da semana vão para
o Jazz em Agosto que se inicia na próxima quinta (29) e decorre até ao final da próxima semana;
o Loulé Jazz, oito concertos, também a partir de quinta e até domingo;
e ainda Mário Laginha em duas formações diferentes: o Lan Trio e o seu trio histórico;
e ainda os concertos do Hot Club.

Sobre o Jazz em Agosto, duas boas novidades que são duas substituições de última hora: James Brandon Lewis e Broken Shadows.
Mas a Gulbenkian tem este ano outros concertos prometedores, que recomendo:
o Trama no Navio do João Pedro Brandão, sobre cujo disco escrevi (e a que assisti no Porto, ontem, num concerto arrasador), infelizmente programado para o Auditório 2;
o Pedro Moreira Sax Ensemble: Two Maybe More, octeto de saxofones para composição e direcção de Pedro Moreira;
o  Roots Magic, um grupo italiano que fez um disco muito interessante há dois anos e que mergulha no Jazz mais negro dos EUA, entre o blues e o free;
e o João Lobo Simorgh, que pratica um Jazz contemporâneo de influências dispersas.
James Brandon Lewis é um jovem irreverente que se fez notar como líder dos Heroes Are Gang Leaders (2019), uma evocação do Jazz mais politizado dos anos 70, e que assegurará provavelmente um dos melhores concertos do festival.
Quanto aos Broken Shadows, bastará talvez citar o nome dos seus membros: Tim Berne, Chris Speed, Reid Anderson e Dave King. Para os mais distraídos, Berne e Speed são dois dos mais criativos e impulsivos saxofonistas norte-americanos e Anderson e Reid são dois terços dos The Bad Plus.

O Festival de Jazz de Loulé, com direcção de Mário Laginha, é um festival por onde irão passar alguns dos nomes mais sonantes da cena nacional: O Trio José Eduardo, o Trio João Frade com Jorge Pardo, o Sax Ensemble de Pedro Moreira de que atrás falei, o Quarteto Maria João e Carlos Bica, o Trio do jovem Miguel Meirinhos, o Quinteto Eduardo Cardinho, o Sexteto Bernardo Moreira "Entre Paredes", e o Trio de Jazz de Loulé com Julian Argüelles. Sem objecções.

Outros destaques são, ainda hoje, o Lan Trio (Laginha, Argueles, Norbakken), o trio que fez o disco do ano 2020 (ver texto), no Festival das Artes/ Quebra Jazz, em Coimbra;
O Francisco Brito Quarteto no Hot Club, um dos melhores baixistas da cena nacional à frente do seu grupo;
Também no Hot Club, os INDRA de Luís Barrigas, João Custódio e Jorge Moniz;
E finalmente o Trio de Mário Laginha, com Bernardo Moreira e Alexandre Frazão, nas Manhãs de jazz na Biblioteca de Alcântara!/ Hot Club.


Por datas, os meus destaques:


Hoje, segunda 26:
Coimbra, Festival das Artes/ Quebra Jazz, LAN Trio “Atlântico” (21.00)


Quinta, 29,
Loulé Jazz, Trio José Eduardo
Loulé Jazz, Trio João Frade com Jorge Pardo


Sexta 30,
Jazz em Agosto, Broken Shadows (21.00, GA)
Hot Club, Francisco Brito Quarteto (19.00)
Loulé Jazz, Sax Ensemble de Pedro Moreira
Loulé Jazz, Quarteto Maria João e Carlos Bica


Sábado 31,
Loulé Jazz, Trio Miguel Meirinhos
Loulé Jazz, Quinteto Eduardo Cardinho
Hot Club, INDRA
Biblioteca de Alcântara!/ Hot Club, Trio de Mário Laginha (11.00)


Domingo, 1 Agosto
Jazz em Agosto, João Pedro Brandão (18.00, A2)
Loulé Jazz, Sexteto Bernardo Moreira
Loulé Jazz, Trio de Jazz de Loulé com Julian Argüelles


Não se esqueçam de confirmar a hora dos concertos, se ainda há bilhetes e se não foram adiados ou cancelados.


Na próxima semana continua o Jazz em Agosto.

Outros concertos e festivais e mais informação na Agenda Jazz .

 


 
 
 



 

Algumas páginas de JazzLogical encontram-se desactualizadas, como bem me vêm assinalando alguns dos meus assíduos leitores. Uma delas era, até agora, a página relativa às recensões discográficas, que se encontra já disponível.

 
 

Quotes

It's incredible how one song or even one little phrase or just a few notes, if you really concentrate on it, can be a kaleidoscope of possibility.

First I was a European-style player, then I was a downtown 'noise guy,' and now some people call me an Americana guy.

I can write the stuff and play it myself and have something in my head, but the best feeling is when somebody else plays it and they're hearing something other than what I'm hearing.

I'm basically a pretty shy person and I don't dance or get into fights. But there are all these things inside me that get out when I perform. It's like a real world when I play, here I can do all the things that I can't do in real life.

I feel so lucky that my high school was right in the middle of Denver, which is one of those sort of segregated towns, with black and white and Hispanic neighborhoods. But the school I went to was right in the middle of the whole thing.

Music, for me, has always been a place where anything is possible--a refuge, a magical world where anyone can go, where all kinds of people can come together, and anything can happen. We are limited only by our imaginations.

I spend a lot of time copying saxophone players and trumpet players. Not to say that it is not important to listen to guitar players, but there's so much music out there and so many possibilities. I like anyone who plays any instrument.

I hate labels; the problem is that if you say you're one thing, it's hard for people to imagine you as something else. Music is way more complicated than that.

To me, jazz is a place where anything is possible.

Bill Frisell

 

 

Conferência «As Mulheres e o Jazz», 7 de Dezembro 2018, ISCTE, Lisboa, Leonel Santos

Integrada na Conferência Internacional
«Mulheres, Mundos do Trabalho e Cidadania – Diferentes Olhares, Outras Perspetivas»,
ISCTE 6 e 7 de Dezembro 2018

   

 

O gato escarninho

 

 

O Jazz nos livros em Portugal

8. Jazz Moderno

                 
 

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